Trabalhadores cruzam os braços para reivindiicar entre outras coisas, mais segurança no local de trabalho e permanência da atual jornada de trabalho. Veja abaixo a pauta elaborada por eles:
1..Eles querem a manutenção da atual jornada de trabalho de seis horas diária (6x12).
2. Eles querem um aumento no vale alimentação, que hoje é de R$ 3,67 por dia para, no mínimo, R$ 7,00. Os trabalhadores reclamam que há mais de seis anos já recebiam R$ 3,00 ao dia. Isto significa que não receberam o reajuste da inflação a cada ano, conforme prevê a lei.
3. Eles pedem mais segurança no local de trabalho devido a violência que vem assustando a todos nos últimos anos. Eles relatam que já ocorreram vários assaltos. Segundo eles, o último foi um dos mais violentos, pois o gerente foi espancado covardemente. Mesmo com o trauma causado a todos, a empresa sequer emitiu a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) para os trabalhadores que estavam presentes neste episódio.
4.Eles estão paralisados também em solidariedade a companheira Luciana Paula Ronsani, do Posto Ilha, (da mesma rede) que foi sumariamente demitida ontem (10.07.14) por estar liderando o movimento em prol de todos. Ela estava lutando para que a atual jornada não fosse modificada, pelo reajuste do vale alimentação e por melhores condições de trabalho para todos. A demissão da funcionária nada mais é que uma retaliação da empresa. Com isso os empresários tentam intimidar e amedrontar os demais trabalhadores.
Veja na íntegra o que ficou acertado na reunião entre a empresa ( representada por Eduardo O. Barcellos), trabalhadores (dois representantes) e Sinfren (presidente e tesoureiro, advogada e jornalista):
Hoje á tarde (11/07/14) às 12:30 na SRTE (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de SC) foi realizada a reunião de negociação para tentar avançar na pauta de reivindicações elaborada pelos trabalhadores do Posto Cidade Jardim, de Fpolis. Eles cruzaram os braços hoje a partir das 6 horas da manhã para reivindicar entre outras coisas, mais segurança no local de trabalho e permanência da atual jornada de trabalho.
O represente da Empresa informou que vai continuar cumprindo a Lei (CLT) e a Convenção Coletiva de Trabalho. O representante dos trabalhadores informa que requer que a Empresa cumpra a Cláusula 19º, parágrafo 4º e a CLT, em relação à alteração de jornada. A Empresa informa que o valor do vale alimentação é de R$110,00 mensais que foi reajustado em julho/2013, e entende que esse valor é acima da CCT e da média praticada no mercado. O movimento de paralisação dos trabalhadores reivindica o valor de R$7,00 por dia, diante dessa negociação a Empresa não aceitou o valor de R$7,00 por dia, e não apresentou nenhuma contraproposta. Sobre a questão de segurança na Empresa, a mesma informa que normalmente não tem condições de colocar segurança permanente e nos momentos críticos pode ser possível. O sindicato laboral informa que como a Empresa é do setor privado, e a responsabilidade da segurança é da Empresa conforme a Constituição Federal. A Empresa assume o compromisso de que se for de responsabilidade da Empresa emitirá a CAT, em caso de assalto. A Empresa irá assistir e apoiar os trabalhadores no momento após assalto. As partes de comum acordo concordam nas negociações diretamente, e não haverá retaliação de ambas, e a Empresa, informa ainda, que não haverá desconto do dia 11/07/2014.